quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Muito prazer...Papai Noel.

Papai Noel vive no Pólo Norte, certo? Isso faz dele um esquimó? E, se os esquimós se vestem com peles de animais, como é que o bom velhinho descolou aquela roupa vermelha? Se esses esquimós têm olhos puxados e cabelos escuros, por que ele é nórdico e tem bochechas rosadas? Ainda, como é que ele consegue fabricar aquele Playstation 2 que você pediu de Natal numa região desabitada, onde sequer o Correio alcança? E aquelas renas vieram do Morumbi? E aquele monte de duendes? Aliás, por que é que o Papai Noel iria empregar duendes? Eu sei, você nunca parou para pensar nisso... Então, está na hora de saber algumas verdades.

O bom velhinho, como conhecemos hoje, rechonchudo e com um sorriso amável, de casaco e gorro vermelhos e um largo cinto preto, é, na verdade, uma criação da Coca-Cola. Pronto, falei. Pura publicidade. Genial, mas publicidade.

E tem mais: a lenda não surgiu em nenhum país nórdico. O Papai Noel – atenção! – é, originalmente, turco – ou grego - , pois o mito surgiu a partir de um bispo que vivia lá na Ásia Menor, por volta do século IV: Nicolau, conhecido por sua extrema bondade e pelo carinho que dedicava às crianças. Em sua homenagem, criou-se o hábito de distribuir presentes à criançada durante o mês de dezembro, o mês de seu aniversário.

A lenda de São Nicolau, como ficou conhecido, espalhou-se por toda a Europa. Diversas igrejas foram construídas em sua homenagem. Com a Reforma Protestante, entretanto, o culto perdeu força no continente, com exceção da Holanda, onde permaneceu com o nome de Sinterklass, ou o homem que gostava de crianças. No século XVII, a lenda chegou a Nova Amsterdã (ou New York) com os holandeses e São Nicolau foi rebatizado como Santa Claus.

Mas voltemos à Coca-Cola. Até 1930, representava-se o Papai Noel de diversas formas: como um duende de barba branca, um elfo ou um gnomo que se vestia ora de azul, ora de amarelo. Não havia qualquer semelhança com o nosso bom velhinho. Ah! E também não havia renas, trenó e ele sequer conhecia o Pólo Norte.

Em 1931, porém, numa grande jogada de marketing, na tentativa de conquistar um público mais jovem, a Coca-Cola contrata Haddon Sundblon para recriar o Papai Noel, dando-lhe uma feição mais humana. Inspirado em seu amigo Lou Prentice, Sundblon cria, então, o nosso Papai Noel: o Papai Noel da Coca-Cola. Agora, temos um velhinho gorducho, nórdico, com um sorriso amigável, e o mais importante: vestido com as cores da Coca. Aaaaahh, agora fez sentido, não é?

Tem mais. Quando Lou Pretice morreu, deixou Sundblon sem um modelo para seu garoto-propaganda. Foi aí que o sueco Haddon começou a se inspirar em si mesmo para representar o Papai Noel, ansiosamente aguardado a cada Natal. A série de pinturas a óleo criada por ele foi utilizada nos comerciais natalinos da Coca–Cola até 1966, dez anos antes de sua morte. Atualmente, a Coca relançou as pinturas de Sundblon em seus rótulos e latinhas.

E a história do Pólo Norte? Bem, o Papai Noel tinha que morar em algum lugar, não é mesmo? Foi o cartunista americano Thomas Nast quem teve a idéia. Inclusive, a história só colou com a criançada depois que eles foram convencidos de que, de fato, o bom velhinho precisava de um lugar calmo, isolado, para poder fazer os presentes. O trenó e as renas são, provavelmente, contribuição escandinava. O cachimbo e a chaminé, idéias holandesas. Agora, o que ninguém consegue explicar é de onde vieram os duendes que ajudam o Papai Noel...

Talvez essa história tenha acabado com a magia do seu Natal. Não era a intenção... Mas pense bem, podia ser pior: não fosse a Coca, nosso Papai Noel poderia ser um Tele Tubby!! Ou o Ronald Mc Donald, o Bozo ou até um desdentado com a camisa do Corinthians... Pense nisso quando se deparar com um daqueles belíssimos caminhões iluminados da Coca-Cola no final do ano!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

HEXA


Muita polêmica. São Paulo alfineta de um lado, Flamengo retruca de outro. Sport aplaude tricolores, não por questão ideológica, mas por estar envolvido na história e se beneficiar com ela. E assim caminha mais uma novela do futebol brasileiro. Mas como uma novela pode seguir se já sabemos o final? Eu era um rapazinho, com meus 16 anos, quando acompanhei a famosa Copa União de 1987. Inclusive, eu tinha o álbum de figurinhas daquela competição (não sei que fim levou… tinha o Zico carimbado!).

Não tinha mesmo lógica o cruzamento entre os módulos Verde e Amarelo. Naquela ocasião, o São Paulo Futebol Clube, sempre com dirigentes éticos, não era favorável a uma final entre Flamengo, vencedor do Verde, e Sport, ganhador do Amarelo. Mais uma injustiça seria cometida. Afinal, os times que disputaram o Módulo Amarelo concorreram contra equipes tecnicamente inferiores. Enquanto que os gigantes Flamengo, Inter, Palmeiras, São Paulo, Vasco, Grêmio, Corinthians, Fluminense, Botafogo, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Bahia, Santa Cruz, Coritiba, Goiás e Santos se “matavam” por um título que depois… não serviria para nada?

Quem esteve presente(torcedores, repórteres, policiais, bombeiros e demais profissionais) aos jogos entre Flamengo e Inter, no Beira Rio e no Maracanã, sabiam exatamente que estavam assistindo a final do Brasileiro 87. Afinal, o time da Gávea e o Colorado fizeram dois jogos emocionantes. De poucos gols, mas emocionantes. E o Flamengo (de Zico, Bebeto, Renato Gaúcho…) venceu o Inter (de Taffarel, Luiz Carlos Winck, Norberto e Amarildo…) e ficou com o título da Copa União, sim. E com a sensação de ser campeão brasileiro, ou melhor, tetracampeão brasileiro.

A alegria da vitória não pode ser tirada do torcedor flamenguista. E o amargo daquela derrota na final ainda provoca sensações ruins aos colorados, pode ter certeza.

O Sport merece respeito. Afinal, o Leão da Ilha do Retiro conquistou o Módulo Amarelo, disputou a Libertadores do ano seguinte, e também pode até ser declarado campeão brasileiro (aliás, já o é pela CBF). Mas quem viveu o futebol naquele ano sabe que a competição que gerou maior interesse ao torcedor e única a passar na TV de todo país foi mesmo a Copa União com seus 16 clubes. Injusta ou não, a Copa União tem o seu campeão.


Agora faça um exercício intelectual e imagine uma reunião de todos os campeões brasileiros contando suas glórias da conquista do título e lá o presidente do Sport tendo que ficar calado e dizer que foi campeão apenas porque os melhores clubes do Brasil não disputou seu módulo.

O Flamenguista poderia dizer que o time de 87 era uma verdadeira seleção com Zé Carlos (copa 86); Jorginho (copa 94); Leandro (copa de 82, eleito o melhor lateral); Edinho (copa de 86); Leonardo (copa 94); Andrade (5 títulos brasileiros como jogador); Aílton (campeão depois pelo Grêmio); Zinho (copa 94 e 5 brasileiros); Zico (dispensa comentários, está na lista dos melhores jogadores da história da FIFA), Bebeto (copa 94) e Renato Gaúcho (campeão da libertadores e mundial pelo Grêmio), sem falar em outros como Aldair (copa 94).

Pois é chefe este Flamengo é o time que a CBF diz que não foi campeão, qual jogador mesmo campeão pelo Sport em 87 fez história no futebol?


Isto não tem nada haver se um clube é do sudeste e o outro do nordeste. O Flamengo foi hexa com um gol do nordestino Ronaldo Angelin, que não foi e não será o último a vestir o manto sagrado do Flamengo.

Só houve este racha nos módulos porque a CBF queria colocar uns 50 clubes no brasileiro daquele ano,pois em 1986, a CBF prometeu mudar o sistema e criar, para 1987, a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. Os 24 melhores de 1986 formariam a Série A do ano seguinte.
Terminado o campeonato, a CBF mudou de idéia. Primeiro, afirmou que não tinha condição financeira de promover o torneio. Foi quando os grandes se rebelaram e fizeram o movimento que criou o Clube Dos Treze.

Se não fosse aquela iniciativa não teríamos hoje um brasileiro tão competitivo e organizado seja na séria A, B, C e D

A CBF criou o regulamento, que previa o cruzamento de campeão e vice do Módulo Verde (Copa União) com campeão e vice do Módulo amarelo (a suposta segunda divisão).
O Clube dos 13 dizia que não disputaria o cruzamento, a CBF dizia que haveria o cruzamento, interessada em não perder espaço político.

Dá pra concluir que esta discussão nada tem a ver com o futebol jogado em 1987 e sim com política e interesses da própria CBF nos votos das federações menores.



Classificação final

Tabela de classificação
Time PG J V E D GP GC SG
Disputaram as finais
Flamengo 24 19 9 6 4 22 15 7
Internacional 18 19 6 6 7 14 12 2
Eliminados nas semi-finais
Atlético Mineiro 25 17 10 5 2 23 9 14
Cruzeiro 21 17 6 9 2 16 7 9
Eliminados na primeira fase
Grêmio 18 15 7 4 4 14 8 6
São Paulo 17 15 7 3 5 21 12 9
Fluminense 17 15 6 5 4 14 12 2
Palmeiras 16 15 7 2 6 11 13 -2
Botafogo 15 15 4 7 4 11 9 2
10° Vasco da Gama 13 15 5 3 7 17 18 -1
11° Bahia 13 15 4 5 6 11 18 -7
12° Coritiba 12 15 4 4 7 15 22 -7
13° Goiás 11 15 3 5 7 8 15 -7
14° Santa Cruz 11 15 3 5 7 10 20 -10
15° Santos 11 15 2 7 6 7 17 -10
16° Corinthians 10 15 2 6 7 9 16 -7






Tomara que o Sport aproveite a segundona para se reorganizar e reestruturar subindo para a primeirona pela porta da frente e sendo campeão de fato dessa vez…


Forte abraço!!!!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Magnetismo


Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
morrer de saudades
de uma única vez ter-lhe tocado
as curvas que me ofereceste
a fenda, o rio, o obscuro.

Porão que esconde o ninho

da paixão desenfreada

e o olho do vulcão que me chama!

Depósito da lágrima que a vulva chora

quando nela afunda o nervo teso

pedindo para sempre ficar preso


Montes gêmeos, gomos

Imã dos olhos que me faz apaixonado

no gingado de canção

do gamado enfeitiçado

neste planeta a ser explorado

farto, opulento, lindo e inexplicável


Conto as horas esperando pelo dia

em que mergulhado neste mundo

me esquecerei da vida

enterrado bem profundo.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"El hombre es un experimento que no resultó"


A vaidade se contrapõe ao verdadeiro sentido do que fazemos ao longo da vida.

Bebemos, fumamos, trocamos a noite pelo dia e ainda queremos ser jovens por toda existência. Como ser belos se fazemos com prazer a guerra?

Quando éramos nós.


Não, nós não tivemos um final como merecíamos. Mas quem é que tem?
Jogamos tudo pro alto, a começar por nós mesmos. Por algum tempo cheguei a pensar que seria impossível vivermos um sem o outro - e, no entanto, hoje vivemos.
Me pego pensando se você vez por outra lê as coisas que um dia escrevi para você. Se sobrou parte ou se destruiu tudo num mau momento ou com medo de seu novo "amor para sempre".
Você foi tão importante para mim quanto a espuma é para a beleza dos mares e a noite para o fulgor das estrelas. Mesmo a dor da ruptura sendo insuportável num primeiro momento. Depois como tudo na vida, cedeu. Transformou-se numa indiferença que até me incomoda. Afinal as dores de amor jamais deveriam se extinguir, mas o vento do tempo as arrebata como a uma chama trêmula. No grande amor que se desfaz, pior qua a dor sentida é a dor extinta.
Para falar a verdade nem sei porque escrevo estas linhas, talvez para externar a dificuldade em entender como alguém que me conhece tão bem pode estar tão distante. Éramos ou não éramos complementos para felicidade mútua? Uma dupla super afinada no tempo em que éramos reis. Você uma rainha que fingia sublimente ser minha súdita e obedecer a todos meus caprichos. Lembro de te ensinar a palavra incisiva, a audácia de quem acha que tudo é permitido. O humor muitas vezes corrosivo, mas que sempre lhe roubava sorrisos ou gargalhadas. Uma sede de viver e de amar e de brigar que, vista agora aqui de longe, quase me comove. O sexo em você era tão natural como respirar, andar, conversar e prestar atenção nas vezes em que eu explicava o sentido das canções.
Mesmo sendo o "sexo-com amor-espetacular" um desassossego igualmente espetacular, e dizem que não se deve tê-lo mais que uma vez na vida, rezo para que você nem lembre mais dos nossos dias...não seria de bom tom comparar com o que tens agora. Mas, há um tempo para gozar intensamente e há um tempo para se recompor do gozo. Mas isso é chover no molhado ou seria no melado?
Minha dúvida fica por conta de saber em que gaveta devo deixar os sonhos que imaginamos juntos, a cor da tinta na parede da sala, a viagem pr'aquela praia, as músicas que chamamos de nossas ou as bijuterias e perfumes que um dia nos presenteamos. Logo eu que me vi velhinho ao seu lado, avô e de chinelo...ainda assim de mãos dadas.
O grande lance é que apesar de não ter dado em nada, tenho uma gratidão enorme pelo carinho e atenção dispensada a este humilde colecionador de sentimentos. De agradecer pela intensidade dos arroubos de ciúme, das cenas em público, das lágrimas derramadas e do eterno retorno, que mesmo tendo um dia subitamente esfriado...deve ter valido de ensinamento no mínimo para alguma coisa, que talvez eu ainda vá descobrir.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


Quando eu era adolescente morador nascido na cidade do Rio de Janeiro já tinha uma consciência social bastante apurada, até porque na minha província com status de metrópole e alma de quintal, depois de uma hora da manhã todos os gatos e cachorros realmente eram e são pardos.

Pois as viaturas sempre chegaram devagar
E de repente, de repente resolviam me parar
Um dos caras saiam de lá de dentro
Já dizendo:- ai compadre, cê perdeu
Se eu tiver que procurar cê ta fodido
Acho melhor cê i deixando esse flagrante comigo

No início eram três, depois vieram mais quatro Agora eram sete, os samurais da extorsão Vasculhando meu carro, metendo a mão no meu bolso Cheirando a minha mão

De geração em geração
Todos no bairro já conhecem essa lição

E eu ainda tentei argumentar
Mas, tapa na cara pra me desmoralizar
Tapa, tapa na cara pra mostra quem é que manda
Porque os cavalos corredores ainda estão na banca
Nesta cruzada de noite, encruzilhada
Arriscando a palavra democrata
Como um santo graal
Na mão errada dos hômi
Carregada em devoção

É e sempre será o legado da ditadura, do forte oprimindo o fraco

do lixo varrendo as ruas e se sentindo o gari iluminado

o detentor da autoridade e da verdade suprema...

O cano do fuzil, que defende
também Reflete o lado ruim do Brasil
Nos olhos de quem quer
E quem me viu, único civil
Rodeado de soldados
Como seu eu fosse o culpado
(No fundo querendo estar)
A margem do seu pesadelo
Estar acima do biótipo suspeito
Nem que seja dentro de um carro importado
Com um salário suspeito
Endossando a impunidade
A procura de respeito

(Mas nesta hora) só tem (sangue quente)
Quem tem (costa quente)
Só costa quente, pois nem sempre é inteligente
Peitar um fardado alucinado (muitas vezes viciado)
Que te agride e ofende (pra te levar)
Pra te levar alguns trocados

Era só mais uma dura(no nordeste o baculejo)
Resquício de ditadura
Mostrando a mentalidade
De quem se sente autoridade
Nesse tribunal de rua

Que julga, condena e executa...

mal sabendo que fazem parte
do grande plano da casa grande
onde os escravos açoitam irmãos
e subjulgam iguais...

Hoje aos quarenta
do lado certo ou errado da força
me vejo julgando e condenando e executando iguais.

filhos dos amigos meus
irmãos da mesma raça
senhores de coisa nehuma
enteados da violência
que vivi e ajudei a fazer crescer.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Se esconde aqui dentro


Eles acordam cedo
Penetram nos pesadelos
Com hálito de assassino
Sedução da violência
Ou o tédio da vida eterna
E o peso do amor divino

A fúria dos terroristas
A força dos visionários
A raiva em estado puro
Qualquer louco sanguinário

Se esconde aqui dentro
Não tenho culpa
Não solte fagulhas nesse incêndio
Não creia na paz que eu passo
Espera o momento
Da minha resposta
Nesse ano sangrento

Eles me metem medo
Sorrindo naquela jaula
Com ar de felicidade
Eles me olham torto
Quantos serão ao todo
Vagando pela cidade

A causa dos guerrilheiros
A coragem dos suicidas
A benção da guerra santa
Todo o crime contra a vida

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mestres dos Quadrinhos Eróticos - Pichard II

Kama Sutra











Quadrinhos adultos

[Quadrinhos Eróticos] Savita Bhabhi - Edição 01 - O Vendedor de sutiãs

savitalado [Quadrinhos Eróticos] Savita Bhabhi   Edição 01   O Vendedor de sutiãsSavita Bhabhi é uma série de quadrinhos eróticos produzida na India. Conta a estória de uma dona de casa indiana, que vive entediada enquanto seu marido passa o dia trabalhando. Para se distrair e passar o tempo, ela aproveita a visita de vendedores, rapazinhos que batem à sua porta e primos distantes e ainda faz a alegria dos mocinhos. Os desenhos são muito bem feitos e a heroina exibe sempre um corpo escultural.

No site oficial é possível ver como a coisa pegou desde que o site foi lançado, em março de 2008. Inicialmente os autores nem eram conhecidos e nem respondiam aos contatos de jornalistas. Hoje já existe uma área de fã clube, através de um fórum com quase 70 mil usuários, onde, inclusive, é possível colaborar com a série e sugerir assuntos.

No Brasil a série Savita Bhabhi tem sido traduzida por diversas pessoas, e hoje começamos a trazê-la para nosso blog. Pelos arquivos você vai perceber que quem anda fazendo o trabalho é um tanto analfabeto, uma vez que podemos encontrar diversos erros de português e até linguagem de internet nos balões, mas o que é isso comparado com os prazeres visuais que nossa amiga é capaz de nos proporcionar?

savitabhabhi [Quadrinhos Eróticos] Savita Bhabhi   Edição 01   O Vendedor de sutiãs

Savita é uma mulher indiana regular aos olhos do mundo mas só algumas pessoas afortunadas sabem quem ela realmente é. Savita apenas não recebe sexo suficiente, e as experiências sexuais que ela narrou foram adaptadas na série Savita Bhabhi. Devido a questões sociais (é casada) ela não estava disposta a expor sua identidade verdadeira. Então foi imortalizada na forma de Savita Bhabhi - primeira estrela de pornografia em quadrinhos da Índia! Nesse primeiro número da série, um vendedor de roupas íntimas bate à sua porta tentando vender um sutiã, e acaba tirando a sorte grande.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009


Carmen Miranda

  • Nome Completo: Maria do Carmo Miranda da Cunha
  • Natural de: Marco de Canavezes, Portugal
  • Nascimento: 9 de Fevereiro de 1909

Filmografia - Atriz

2009 - Cantoras do Rádio
1997 - Tudo é Brasil
1994 - Bananas Is My Business
1993 - It's All True (voz)
1975 - Hooray for Hollywood
1953 - Morrendo de Medo (Carmelita Castinha)
1950 - Romance Carioca (Marina Rodrigues)
1948 - O Príncipe Encantado (Rosita Cochellas)
1947 - Copacabana (Carmen Novarro)
1946 - Se Eu Fosse Feliz (Michelle O'Toole)
1945 - Sonhos de Estrela (Chita)
1945 - The All-Star Bond Rally (Pinup Girl) (curta)
1944 - Serenata Boêmia (Princesa Querida)
1944 - Alegria, Rapazes! (Chiquita Hart)
1944 - Quatro Moças Num Jeep
1943 - Entre a Loura e a Morena (Dorita)
1942 - Minha Secretária Brasileira (Rosita Murphy)
1941 - Aconteceu em Havana (Rosita Rivas)
1941 - Uma Noite no Rio (Carmen)
1940 - Serenata Tropical
1940 - Laranja da China
1938 - Banana da Terra
1936 - Alô Alô Carnaval
1935 - Os Estudantes (Mimi)
1935 - Alô, Alô, Brasil
1933 - A Voz do Carnaval
1932 - Carnaval Cantado de 1932 no Rio
1930 - Degraus da Vida (inacabado)

Filmografia - Diretor

Prêmios

-

Curiosidades

- Nasceu às 3 horas do dia 9 de Fevereiro de 1909, em Várzea de Ovelha e Aliviada, Marco de Canavezes, Portugal.

- Em 1910 vem para o Brasil com mãe e a irmã Olinda, para juntar-se ao pai, já estabelecido no Rio de Janeiro como barbeiro.

- Estuda em colégo de freitas mas tem que abandonar os estudos para trabalhar, pois as famílias passava dificuldades.

- Aos 15 anos, começou a trabalhar como costureira de chapéus. Com 16 anos, começou o trabalho de vendedora de gravatas, onde conheceu o primeiro namorado, Mário Cunha, que havia sido campeão de Remo. Nesta época, mudou o seu nome para Carmen Miranda.

- Em 1929 tem oportunidade de cantar pelas mão do compositor baiano Josué de Barros, que a inclui entre as atrações de um recital de caridade no Instituto Nacional de Música.

- Josué de Barros, que a convidou para gravar um teste na Victor, o qual se tornou no seu primeiro disco, "Não Vá Embora". um sucesso que continha canções como "Pra Você Gostar de Mim", mais conhecida depois como "Taí". O sucesso transformou-se num contrato com a RCA, ganhando mais fama e tornando-se na pequena notável.

- Em 1939, após fazer 8 filmes no Brasil, época dos grandes casinos no Rio, numa apresentação sua no casino da Urca, um poderoso empresário da Broadway, Lee Schubert, vindo no Transatlântico Normandie, vê a imagem cheia de promessas. No dia seguinte, Carmen vai com ele ao navio para conversar. Séria, sabia que deveria jogar suas cartas muito bem. Dois dias mais tarde, assinaram o contrato.

- Mas é impedida de levar a sua banda, sabia que precisava de uma banda que soubesse tocar música brasileira, então recusa-se a partir sem a banda. O presidente Getúlio Vargas ajuda-a a levar a banda consigo. Ela seria a imagem do Brasil nos EUA, a embaixadora da Boa-vizinhança. E ela leva isso a sério, quase como uma missão: "Meus queridos amigos. Sigo para Nova Iorque onde vou apresentar a música da nossa terra. Às vezes tenho medo da responsabilidade. Lembrem-se sempre de mim que eu nunca os esquecerei." Dias depois Carmen e a sua banda embarcava no navio S.S.Uruguay.

- Passou um ano e meio até ao seu regresso ao Brasil. O Departamento de Imprensa e Propaganda, órgão do governo Vargas, preparou uma recepção oficial para a sua chegada. No dia seguinte, os jornais falaram mal. Aquilo não era recepção para cantora de samba, e sim para um grande cientista ou um grande músico. O samba era do povo.

- A 20th Century Fox convida ela para Hollywood, contudo Carmen Miranda tinha a Fox nas mãos: ela podia parar de fazer o sotaque que tanto agradava aos americanos, ou não fazer mais os seus papéis de bahiana. Torna-se a atriz mais bem paga nos EUA. E 6 meses depois de deixar o Brasil, ela deixava as suas marcas na calçada da fama:

- Em um programa de TV de Jimmy Durante, cai de joelhos e quase não pode respirar. Levanta-se e sai. Essa é a última imagem de Carmen Miranda. Ela morreria naquela noite de 1955, aos 46 anos, caída no seu quarto com um espelho na mão.

- Morre em 05 de Agosto de 1955, aos 46 anos, em Beverly Hills, Los Angeles, California, EUA, de ataque cardíaco.

- Sua imagem ainda é um ícone mundial.

- Creditada por vezes como Carmem Miranda, Maria do Carmo e Maria Miranda.

Hoje em dia basta meia hora de exposição na Tv, um remelexo numa quadra de escola de samba e a foto do rabo numa revista masculina e qualquer uma se sente a primeira estrela do pop nacional. Se for protagonista da novela das oito (que passa às nove e tal)então...São dezenas de "paparazzos" em seu encalço a tentarem descobrir o que almoçou, o que vestiu ou quem a beijou. Pouco talento e muita propaganda.
Basta estampar um periódico e pronto, o nariz fica arrebitado e sentindo-se a própria Carmem Miranda, sem nem saber quem foi a própria.

domingo, 26 de julho de 2009

ANOS 90 (Nós que sabíamos tanto)


- Todas nossas certezas ruíram na última década do milênio.

- Karl Marx é confundido com Groucho Marx.

- A genética anda desmentindo Darwin.

- Freud foi trocado pelo Prozac.

- Descobrimos que a democracia sozinha não resolve grande coisa.

- Comunismo é uma camiseta de marca famosa com a foto de Guevara.

- Mas teve a Carla Perez antes das plásticas e do Xandy.

ANOS 80 (A viagem ao redor do umbigo)


O homem se achava tão auto-suficiente nos anos 80 que (olha só a vacilação) a Argentina fez uma guerra contra o Reino Unido.

- Mike Tyson era o grande pugilista da parada.

- Rambo o herói do cinema.

- Os maiores cantores eram Madonna e aquele Jackson desbotado.

- A nossa ditadura acabou (mas não foi tão melhor assim).

- As garotas cariocas inventaram o biquíni fio-dental, Gabeira liberou a tanga de crochê pra gente(ainda bem que não pegou) e Monique Evans inaugurou o topless no desfile das escolas de samba.
- Com um pouquinho de atraso o Brasil descobriu o Rock, mesmo com os heróis mortos por overdose e os inimigos no poder.

- Um tempo de muito brilho e grandes carreiras ( que deu origem ao comércio das facções coloridas e seus diversos comandos).

ANOS 70 (L.S.D- Liberdade Sem Democracia)



- Watergate, tempo em que escândalos derrubavam políticos, acaba com a festa de Nixon.

- Guerra fria esquenta o tempo no Vietnã.

- A ditadura militar (também conhecida como revolução democrática, arrrrgh) se torna paleolítica por aqui.

- Liberdade só dentro da cabeça.

- Psicodelismo, expansão da consciência, musical “Hair”.

- Lições filosóficas Kane em Kung Fu e da longilínea Farrah Fawcet nas Panteras.

- Tudo isso pra terminar a década dançando caretinha ao som do Bee Gees e usando aquelas camisas de lapelas gigantes que subiam em cima do blazer. Arrrrrrgh!

ANOS 60 ( Onde nenhum homem jamais esteve)


- Apolo 11 (tecnologia de ponta).

- Pílula anticoncepcional (liberando total).

- Beatles (preciso falar mais alguma coisa?).

- As saias sobem apesar do tal feminismo.

- Roberto e Erasmo inventam a jovem guarda.

- Caetano e Gil atacam de tropicalismo.

- Leila Diniz bota pra foder.

- A democracia vai pro beleléu.

ANOS 50 (meio bossa nova e rock’n’roll)


- A paranóia do holocausto nuclear.

- A televisão mudando o lugar de jantar.

- Elvis copia o estilo dos negros americanos e vira o primeiro Pop Star do Rock.

- João Gilberto começa a cantar baixinho e junto com Jobim cria a Bossa Nova.

- As mulheres se soltam no drive-in.

- No cerrado brasileiro rola a construção de Brasília(uma obra faraônica que até hoje está repleta de múmias cheias de tesouros).

ANOS 40 (quando perdemos de vez a razão)


Armados até os dentes, nos lançamos em mais uma guerra mundial (1939-1945) e desmentimos todos os postulados de Darwin, Freud e Marx:

- Não havíamos evoluído nada
- Nosso cérebro não era tão bom assim
- Solidariedade universal não era com a gente não, obrigado.

Como se isso não fosse suficiente, aprendemos a dividir o átomo e a fazer nuvens gigantescas em formato de cogumelo.

Pelo menos havia aqui na “terra brasilis” o teatro revista, e Virgínia Lane, a favorita de Vargas, mostrava quase tudo, rsrsrs.

ANOS 30 ( A massa desanda)


O grande lance nos anos 30 era a massa – e não é papo de macarrão.
Em busca de um nome pra chamar de seu a maioria “elege” um time de fanfarrões que se achavam o próprio Criador do universo.

Alemanha (33) – Hitler
Brasil (37) – Getúlio Vargas
Espanha (39) – Franco
União Soviética (desde a década passada) – Stálin
Itália – Mussolini

Com tantos homens fortes no planeta a coisa só podia acabar em guerra. Apesar da diversão dos cassinos e das bananas e abacaxis de Carmem Miranda.

ANOS 20 ( decifra-me ou te devoro)


- Albert Einstein inventa a teoria da relatividade.

- O jazz deixa New Orleans e sobe o Mississipi até Chicago.

- O cinema começa a falar.

- Um cantor branco pintado de negro chamado Al Jolson é o maior sucesso.

- No Brasil Oswald de Andrade e sua trupe criam a semana de Arte Moderna em 1922.

- Pagu mostra um novo estilo de mulher. Agora com cérebro.

ANOS 10 ( A época da perspectiva)


- Cubistas nas artes plásticas.

- A engenharia constrói o maior transatlântico do mundo ( Um barco indestrutível de 260 metros de comprimento e 46000 toneladas batizado de Titanic.

- Nos estados Unidos as gatinhas botam as mangas de fora e exigem o voto feminino.

- Em 1917 os bolchevistas tomam o poder na Rússia numa revolução que muda o rumo de pensamentos.

- depois de um tulmuto nos Bálcãs rolou um porradeiro Mundial.

Século XX


O século 20 foi sem dúvida de transformações significativas para a humanidade, como tantos outros, mas numa velocidade fenomenal ( e aqui o adjetivo se aplica com propriedade e não à esmo a qualquer um que faça uma dúzia de gols em copas do mundo de futebol).

Rico por si só, vejamos alguns momentos marcantes:

A primeira década (quando ainda tínhamos razão)

Iniciamos sob o signo da razão.
No final do século 19, Darwin, Freud e Marx já haviam criado os postulados que orientariam o mundo nos 100 anos seguintas:

1-
Não havíamos sido criados por uma entidade cósmica.

2-
Nosso órgão mais bacana era o cérebro.

3-
Usando este órgão podíamos mudar a história.


Não Por acaso, o grande herói da “Belle Époque” era o cerebral Sherlock Kolmes.
O Ford modelo T inaugurava a era dos produtos em série, enquanto o francês Lumiere e o americano Thomas Edison aperfeiçoavam uma invenção de 1895 que mudaria o mundo: o cinematógrafo.
A relação homem-mulher é que não ia lá muito bem. Mesmo nos Estado Unidos, um lugar onde a democracia pegou, a mulher não tinha direito ao voto. Mas Isadora Ducan já provocava furacões com sua dança pecaminosa.

domingo, 19 de julho de 2009

Grandes personagens históricos


JEAMES DEAN

Antes de morrer tragicamente em um acidente a bordo de um Porsche aos 24 anos, Jeames Dean, fez apenas 3 filmes. Nada menos que Vidas amargas (1955), Juventude transviada(1955) e Assim Caminha a humanidade(1956).
Revendo-os, fica claro por que Dean se tornou um mito: ele conferiu profundidade psicológica á até então monolítica figura masculina no cinema e ofereceu um modelo real para inspirar a juventude tanto na personalidade (com mistura de rebeldia e insegurança) quanto na moda (com suas camisetas brancas e calças jeans surradas). O que chamamos hoje de básico.

Pra entender de uma vez


O CHOPE

1- Dicionário: A palavra chope vem do alemão SCHOPP, nome de uma caneca de 300 ml

2- Foi criado na Mesopotâmia (q hoje é o Iraque) há 6 mil anos.

3- Chope e cerveja são a mesma bebida, mas o chope não é pasteurizado e estraga fácil. Um barril fechado dura uns dez dias. Depois de aberto, é melhor beber em 24 horas.

4- O Chope não é mais leve que a cerveja. Por ser mais fresco e ter menos gás dá essa impressão. Mas dá o mesmo porre.

5- O inventor do processo que faz o Chope ser empurrado do barril pela pressão de cilindros de gás carbônico foi um inglês chamado Joseph Brahma.

6- Um copo de Chope tem em média 128 Kcal, mesmo valor calórico de um copo de leite de 200 ml de leite integral. Não é nada, nada diet.

7- O Chope escuro é sempre mais doce, por causa do caramelo de milho, um corante adocicado.

8 - Você olha e tem a impressão de que algumas bolhas afundam em vez de subir? É verdade. Bolhas maiores que sobem pressionam a espuma para as bordas do copo, afundando bolhas que estejam por ali.

Do manual do predador urbano


A Intelectual


Ela é bonita e frequenta ou frequentou faculdades de humanas, ciclos de cinema bósnio, peças de teatro com cinco horas de duração e exposições com filas quilométricas. Um espécime muito difícil de ser encontrado hoje em dia, mas se você esbarrar com ela lendo um livro à sombra de uma árvore no parque, siga minhas dicas para não passar vergonha.

1) Intelectual de verdade não dá muita bola para elegância. O importante é a roupa ter "uma história", "passar uma atitude". Você pode começar o por por aí... faça um comentário simples sobre o tema e deixe que ela se encarregará do resto.

2) Provavelmente ela estará com um Shortinho folgado, pois é o meio termo entre o conforto e a ousadia. É um look que permite mostrar as pernocas e evita revelações mais, digamos, profundas. Profundidade pra ela só quando lê Schopenhauer.

3) A garota intelectual deixa o cabelo crescer, mas gosta de mantê-lo preso. Por quê? Ora, você já tentou ler Proust com cabelo cainda no rosto?

4) Intelectual que se preza passa o fim de semana com o jornal dobrado na bolsa. Assim quando cansar de ler Barthes, ela pode escolher entre um filminho paquistanês ou um ciclo de curtas curdos. Então nem pensar em pedir o caderno de esportes pra falar da performance do Ronaldinho baleia.

5) Sol e mulher intelectual são coisas incompatíveis. Ela é sempre branquinha, pálida em pleno verão. Afinal, atividades como torrar à beira da piscina não são tão atraentes quanto ficar na cama lendo Borges no original. Dessa forma, nem pensar em convidá-la para um churrasco na casa daquele seu primo que só fala piadas machistas e arrota sempre depois de um gole de cerveja morna, só porque lá tem piscina.

6) Hoje em dia todas as tribos urbanas femininas tem uma ou outra tatuagem. No caso das intelectuais, a preferência é por desenhos pequenos, suficientes para transmitir a idéia de transgressão calculada que elas cultivam. Se a garota que você cercou tem muita tatuagem, provavelmente gosta de ler Genet.

7) Em hipótese alguma tente mostrar que conhece algum assunto que na realidade não domina, nem tente falar difícil. Faça elogios a maneira dela de se comportar (diferente da maioria das meninas) e diga que é muito interessante conversar com alguém tão cheia de informação. É fatal.

DICA IMPORTANTE: Se você não sabe quem é Proust, Montesquieu, Borges, Thoreau, Kant, Genet ou Brthes...que tal deixar isso pra lá e ir a um baile funk?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cláudia Soraya



Ela une todas as coisas

Jorge Vercillo

Composição: Jorge Vercillo / Jota Maranhão

Ela une todas as coisas
como eu poderia explicar
um doce mistério de rio
com a transparência de um mar ?

Ela une todas as coisas
quantos elementos vão lá Â…
sentimento fundo de água
com toda leveza do ar

Ela está em todas as coisas
até no vazio que me dá
quando vejo a tarde cair
e ela não está

Talvez ela saiba de cor
tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar !
Ela só precisa existir
para me completar

Ela une o mar
com o meu olhar
Ela só precisa existir
pra nos completar

Ela une as quatro estações
Une dois caminhos num só
Sempre que eu me vejo perdido
une amigos ao meu redor

Ela está em todas as coisas
até no vazio que me dá
quando vejo a tarde cair
e ela não está

Talvez ela saiba de cor
tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar !
Ela só precisa existir
para me completar

Ela une o mar
com o meu olhar
Ela só precisa existir
pra me completar

Une o meu viver
com o seu viver
Ela só precisa existir
para me completar



Uma praia
Com casarão
Imensa varanda
Dá jerimum
Dá muito mamão
Pé de jacarandá
Eu posso vender
Quanto você dá?

Algum mosquito
Chapéu de sol
Bastante água fresca
Tem surubim
Tem isca pra anzol
Mas nem tem que pescar
Eu posso vender
Quanto quer pagar?

O que eu tenho
Eu devo a Deus
Meu chão, meu céu, meu mar
Os olhos do meu bem
E os filhos meus

Se alguém pensa que vai levar
Eu posso vender
Quanto vai pagar?

Os diamantes rolam no chão
O ouro é poeira
Muita mulher pra passar sabão
Papoula pra cheirar
Eu posso vender
Quando vai pagar?

Negros quimbundos
Pra variar
Diversos açoites
Doces lundus
Pra nhonhô sonhar
À sombra dos oitis
Eu posso vender
Que é que você diz?

Sou feliz
E devo a Deus

Meu éden tropical
Orgulho dos meus pais
E dos filhos meus
Ninguém me tira nem por mal
Mas posso vender
Deixe algum sinal

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Fetiche parte II (pras mulheres entenderem)



A vida secreta do seu sapato

Pés são a tara de um em cada três homens. Mas poucas são as mulheres que sabem reconhecer um amante dessa zona erógena. Para que você aproveite todo o potencial das suas bases, reuni informações bem calçadas.


Você sabe por que à meia-noite, quando o encanto se desfez, os sapatos de cristal da Cinderela (e só eles) não desapareceram? Puro fetichismo, querida. A história original, contada pela primeira vez 1 200 anos atrás, na China, estava mais para literatura erótica criada por um povo que já associava pés femininos com sensualidade. E sabe por que virou lenda infantil sem que ninguém estranhasse? No fundo, todos nós achamos a fissura por pés uma coisa natural; inconscientemente acreditamos que têm mesmo tudo a ver com sexo. Quer ver só?

Beijar, lamber, morder

Pare e pense: se sapatos femininos não fossem acessórios eróticos, atitudes aparentemente sem sentido - como a do casal João e Beatriz Vidal, ambos de 30 anos, que já beberam champanhe em escarpins recém-comprados - não pareceriam excitantes. Assim como muitos homens não perderiam o “ânimo” diante de uma deusa… de pés desleixados. Tiago Moraes, de 25 anos, é um deles. Jura que não conseguiria transar nem com a Jennifer Lopez se tivesse tal falha. Exagero? Especialistas calculam que cerca de 30% da população masculina do planeta sente igual fascínio. Então, há boas chances de você se envolver com um sujeito que a coloque num altar só para poder beijar, lamber, morder essa parte do seu corpo. “É UM CARINHO diferente”, fala Renata Rode, de 29 anos. “A primeira vez que pintei as unhas de esmalte quase branco e coloquei uma sandália prata para ir a um casamento, meu namorado ficou maluco. Assim que saí do quarto, veio direto beijar meus pés. Outro dia, massageava-os enquanto eu conversava com uma tia à beira da piscina. Até depois de uma corrida, tira meu tênis, as meias e mima-os. Acho isso louco, mas gosto.”

Dedos mais desejáveis que seios e bumbuns
Talvez você também estranhe a princípio, mas não há com que se preocupar. Um namorado que delira mais com seu tornozelo do que com aquilo que você tem dentro da calcinha não é nenhum depravado. Caio Perez, de 24 anos, cansou de levar bronca da mãe porque desde menino tirava os chinelos da prima mais velha para beijar-lhe os pés. Adiantou? Nada! Agora, o que o deixa louco são sandálias de salto agulha e unhas pintadas de vermelho. A cor do esmalte não é unanimidade entre esses amantes, mas o formato do salto, sim. Quanto mais alto e fino, mais alonga a perna, empina o bumbum e torna o andar sinuoso e sexy. Além disso, pés nas alturas parecem menores, delicados, frágeis.

Tamanho importa - para menos
Embora existam doidos por tamanhos de 38 para cima, a maioria se amarra é no 35. Não por acaso, ao longo da história as mulheres calçaram instrumentos de tortura, como as sapatilhas chinesas: tinham em média 8 centímetros e, para usá-las, as meninas enfaixavam os pés desde a infância. No Ocidente, foi o surgimento do salto alto, levado para a corte francesa por Catarina de Médicis em 1533, que instigou o mulherio a sacrifícios. Mergulhava os dedinhos em travessas cheias de gelo para conseguir entrar em bicos estreitíssimos; e beldades da Veneza medieval caminhavam apoiadas em bengalas, única forma de se equilibrar sobre as plataformas que as tornavam 20, 40, às vezes 60 centímetros mais altas.

Por que ser fã de sandálias
Elas ganham de dez a zero em matéria de calçado ideal para seduzir (botas são as preferidas de fetichistas com tendência sadomasoquista, o que já é outra história). Tanto que Afrodite, a deusa grega do amor, era freqüentemente representada nua, usando apenas um par delas. Eterno símbolo de sedução, sandálias sempre atraíram olhares de desejo - ainda mais as folheadas a ouro das cortesãs gregas, com tachinhas na sola, que imprimiam o convite “sigame” no chão por onde caminhavam, e as de dedo feitas de papiro e couro cru que as egípcias ricas adornavam com pedras preciosas. Um luxo só!

O cinema também tem cenas clássicas de podolatria. O filme "Um drink no inferno", tem uma delas.

Os homens que se rendem a seus pés
Como é do interesse dos fetichistas assumidos que você os reconheça, os próprios deram pistas de quem são:

1. Começam as preliminares pelos pés.

2. Quando conhecem você, olham logo para baixo (e não é por timidez).

3. Fazem “sexo oral” em seus dedos, explorando com a língua o espaço entre eles.

4. Ficam ouriçados com o roçar da ponta do seu pé no corpo deles.

5. Adoram espiá-la pintando as unhas e palpitam na cor.

6. Percebem quando você está de sandália nova e lembram a que usava no primeiro encontro.

7. Curtem (e sugerem) todo tipo de enfeite, de tatuagens a anéis de dedo e pulseiras de tornozelo.

8. Não estão nem aí para o fato de seus pés não cheirarem como um roseiral.

Eles são assim, segundo uma explicação científica, porque a região do cérebro que controla o pênis fica perto daquela responsável pela sensibilidade dos pés. Quanto mais próximas estiverem tais terminações nervosas, maiores serão as chances de o homem fazer parte desse grupo. Verdade ou não, uma coisa é certa, e foram os próprios fetichistas que nos contaram: cada tipo de sapato que usamos passa uma mensagem, e é bom você conhecer as principais para saber onde pisa:

Mulheres de salto significam algo como “Tenho sexo à flor da pele”. Plataformas revelam uma sensualidade irreverente de quem gosta de brincar na vida e na cama. Sandálias de dedo são pura feminilidade. O poderoso stiletto (salto imenso e bico fino) sinaliza que aí vem uma mulher pronta para provocar. Muito cuidado, porém, com ele porque, em Sexual Intelligence, o novo best seller de Kim Cattrall (a Samantha da série Sex and the City), o terapeuta Michael Bader faz uma ressalva: “Com esse tipo, muitos homens acham que podem fazer o que quiserem sem sentir um pingo de responsabilidade”.

A vingança da Mente...


Fetiche é uma noção ligada à psique e à sociologia marxista. É a idéia de que o ser humano é capaz de projetar elementos da sua psique e “dar vida” a um objeto inanimado. Quando temos tesão por roupas e sapatos estamos a dar vida a estes objetos com o sentido que a eles imputamos. Na sociologia marxista, quando dizemos que é o dinheiro que faz o mundo girar estamos também dando vida a um objeto inanimado e incapaz de agir, botando à sombra as relações de dominação entre os homens que realmente fazem o mundo funcionar da maneira que funciona.

sábado, 2 de maio de 2009

Preciso de inimigos de verdade...


O homem é produto do meio em que vive. Por ter vivido em tantos lugares desde a mais tenra infância, acabei naturalmente sendo influenciado por diversas pessoas de pensamentos e valores diferentes. Um fato positivo se observado pelo meu prisma. Quanto mais informação, mais coisas a serem pesadas na balança...é preciso filtrar e escolher o que serve e o que não.
Bom, a idéia é a seguinte. Recebi um "scrap" no meu orkut de uma pessoa (que na verdade são duas) que dizia ser eu, seu único inimigo. Não vou entrar no mérito da questão, onde reside ou não a razão, ou se existem motivos para tal...o que me aflige é que se o inimigo do Super Homem é o Lex Luthor, engenhosa mente do mal e dotado de uma capacidade superior que se não fosse o "Cara da capa azul e botas vermelhas reluzentes" já teria conquistado o planeta. Sabedor também que o Doutor Octopus é um cientista renomado e de um Q.I. elevadíssimo capaz de construir as armas mais letais contra a humanidade e só alguém com a destreza e força do "Cabeça de teia" pode controlá-lo, chego seguinte conclusão:

Os inimigos se equivalem em força e astúcia, por isso se declaram adversários na vida, pois tem interesses conflitantes...aí é que o bicho pega!!! Se quem me considera inimigo não é nada especial e não passa de um ser medíocre e mesquinho...então serei eu algo do mesmo peso? Bolei!!!

“Se as coisas não acontecem da sua maneira e você não consegue conviver com isso, é possível que nunca experimente por completo as emoções relacionadas ao estado psicológico de terceiros. Isso traz implicações para a moral e equilíbrio do seu próprio bem estar”
(Arnaldo Greg)

Poesia: Sentir o mundo em palavras!


"Enchendo o planeta de poesia
deixaremos menos espaço para violência
Realizaremos a utopia
de mais Deus e menos ciência"

(Arnaldo Greg)

A poesia é escrita de forma diferente das histórias ou das notícias de jornal, porque seu conteúdo é baseado em conceitos, sentimentos ou impressões.
Na poesia, as linhas escritas chamam-se versos.
Os versos podem ter tamanhos iguais ou diferentes e nem sempre têm rimas.

" Todo dia o mesmo vexame Vestia o chapéu e o cinturão Subia na vassoura Não saía do chão"

( Caxuxa, a bruxa!)


Quando uma poesia é lida em voz alta, dizemos que ela está sendo declamada. Então logo percebemos sua musicalidade, seu ritmo e sonoridade.
Em algumas há rimas em outras não é preciso, o que importa é montar o quebra-cabeça de sons que se encaixam e levam a mensagem.

Um poema é feito de versos. E cada conjunto de versos separado do outro por um espaço chama-se estrofe.

As rimas não são obrigatórias. A gente pode brincar com as palavras e fazer poemas livres. Podemos usar repetições, comparações e outos métodos. Vale tudo para despertar os sentimentos, o importante é "causar", rsrsrs. Necessário é se expressar!!!

terça-feira, 21 de abril de 2009

A beleza é nascente....


Nascente

Flávio Venturini

Composição: Flávio Venturini e Murilo Antunes

clareia
manhã
o sol vai esconder a clara estrela
ardente
pérola do céu

refletindo
teus olhos
a luz do dia a contemplar teu corpo sedento
louco de prazer e desejos ardentes