sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Magnetismo


Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
morrer de saudades
de uma única vez ter-lhe tocado
as curvas que me ofereceste
a fenda, o rio, o obscuro.

Porão que esconde o ninho

da paixão desenfreada

e o olho do vulcão que me chama!

Depósito da lágrima que a vulva chora

quando nela afunda o nervo teso

pedindo para sempre ficar preso


Montes gêmeos, gomos

Imã dos olhos que me faz apaixonado

no gingado de canção

do gamado enfeitiçado

neste planeta a ser explorado

farto, opulento, lindo e inexplicável


Conto as horas esperando pelo dia

em que mergulhado neste mundo

me esquecerei da vida

enterrado bem profundo.


Um comentário: